A Invenção de Hugo Cabret – A verdadeira magia é mostrada aqui

O que faz um filme ser mágico? A presença de grandes efeitos especiais? Ou talvez criaturas fantásticas, como dragões ou um castelo incrível que apenas os bruxos podem ver? Bem, tudo isso é mágico, sim. Mas… o que faz a verdadeira magia dentro de nós?

O filme “A Invenção de Hugo Cabret“, disponível na Netflix, nos mostra a verdadeira magia que existe no mundo de uma forma maravilhosa. Aquela magia intrínseca que está dentro de todos nós, que não necessita de pós mágicos ou varinha de condão, nem de grandes efeitos especiais.

Por que? Bem, porque tudo isso já existe em nossa própria imaginação!

O filme de Hugo tem um clima bem parisiense, quase como um poema na forma de imagens. Já inicia com uma alusão de que as cidades são como grandes relógios, e isso virá à tona em algum momento mais para frente no filme. Você vai ver que legal.

 

Literatura

Depois de estarmos devidamente ambientados no filme, vamos compreendendo a vida triste e solitária que Hugo vive, na esperança de realizar um sonho de seu falecido pai.

Quando surge Isabelle, ela nos mostra em poucas palavras como precisamos de pouca coisa para viajar num mundo fantástico: apenas um lugar confortável e um bom livro.

E, falando nisso, este filme foi baseado no livro homônimo do autor Brian Selznick.

 

Alguns fatos reais

A famosa cena do filme Viagem à Lua, de 1902, baseado em obras de H. G. Wells e Júlio Verne

A Invenção de Hugo Cabret é inspirado em alguns fatos reais. Uma realidade aqui é reunida com outra ali e por fim surge esta bela obra.

A maior referência para esta história foi o ilusionista e cineasta francês Georges Méliès. Imagino que muitos já devem ter visto em algum lugar a cena de um filme muito antigo de uma nave atingindo o olho da lua. A princípio pode-se pensar “nossa, que efeitos horríveis“, mas dizer isso seria uma grande injustiça, já que o filme foi criado há 114 anos atrás (1902). George Méliès foi o primeiro a criar tais efeitos, graças a sua brilhante ideia de cortar os filmes nos momentos certos (na tesoura mesmo!).

Caso tenha interesse em ver o filme “Viagem à Lua”, de 1902, acesse este link.

Esta habilidade e talento, juntos com pirotecnia, fizeram possíveis que a fantasia dos livros e dos teatros pudessem ser gravadas em películas e armazenadas para as gerações posteriores. Note como Georges Méliès tenta trazer ao público o que há de mais puro na fantasia, regando a imaginação de todos com coisas fantásticas que antes eram possíveis somente na imaginação. Podemos encarar os filmes de Méliès como um teatro de nível elevado, já que num palco muitas daquelas coisas não são de fato possíveis (por necessitarem cortes de filmes).

No filme “A Invenção de Hugo Cabret” parte da história de Georges Méliès é resgatada e contada para nós.

Um outro fato mostrado no filme é o autômato desenhista/escritor. De início imaginei que fosse algo inventado (um plus para dar um toque de fantasia ao filme, sabe?), mas fiquei surpresa em saber que o tal boneco de fato existe. É um pouco diferente do que mostra em “A Invenção de Hugo Cabret“, mas continua sendo fantástico.

O autômato foi originalmente inventado por um relojoeiro suíço, Henri Maillardet (você sabe, os suíços são experts nestas coisas). E isso aconteceu há mais de 200 anos. O autômato original ainda existe (e funciona!), e é atualmente exibido para o público no Instituto Franklin.

Caso queira compreender melhor a história do autômato e de como Brian Selznick (autor do livro “A Invenção de Hugo Cabret”) foi importante para sua restauração, recomendamos a matéria do site Terra.

Veja agora o trailer de “A Invenção de Hugo Cabret”:

Acesse sua conta da Netflix e… VENHA SONHAR COMIGO!

 

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Nantai

Escritora, ilustradora e taróloga autodidata, Nantai procura reavivar a centelha de magia que todos temos. Gosta de montanhas, gatos, e de escrever ao som da chuva. www.bcrausnantai.com

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