A Máquina do Tempo de H. G. Wells (1895) Resumo do livro e análise

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O livro A Máquina do Tempo (The Time Machine), do britânico H. G. Wells (Herbert George Wells), é um dos mais conhecidos do autor e também um dos ícones da ficção científica, e foi lançado pela primeira vez em 1895.

Tal como muitos livros do gênero, A Máquina do Tempo é uma grande crítica aos rumos que a sociedade estava (e ainda está) tomando. A história fala sobre um inventor do século XIX, e não conhecemos muito mais detalhes sobre ele. Isso faz com que o foco do livro saia do personagem e vá para os fatos em si. Tanto que, quando nos lembramos do que lemos, sentimos que fomos nós os viajantes do tempo.

Após o resumo do livro (que obviamente contém spoilers) falarei um pouco mais sobre essa crítica feita por H. G. Wells no livro A Máquina do Tempo.

Resumo do livro A Máquina do Tempo, de H. G. Wells

Logo no início o Viajante do Tempo mostra um protótipo da máquina para seus amigos (um deles é o narrador do livro A Máquina do Tempo). O Viajante ativa a miniatura de máquina do tempo, e ela desaparece diante deles, indo para algum lugar do futuro (supostamente).

Nova reunião é marcada, e nesta segunda vez jornalistas estão presentes. Quando o grupo chega à casa do Viajante do Tempo, ele está ferido, num estado preocupante e com as roupas rasgadas. Parece bem mais velho do que da última vez que haviam visto, uma semana atrás. Somente após os amigos deixarem-no confortável é que o Viajante do Tempo começa a explicar o que houve. E daí inicia-se sua incrível narrativa (do ponto de vista de um dos ouvintes) sobre a viagem ao séc.LXXX (século 80, que é entre os anos 7900 e 8000).

Lá ele encontra uma Inglaterra diferente, com um povoado de feições mais delicadas chamados de Elois (podemos imaginar algo como os elfos, creio), e que vivem numa sociedade mais equilibrada e dieta mais leve, somente de frutas.

Para o desespero do Viajante do Tempo, a máquina que o levaria de volta desaparece, e isso o força a ficar mais tempo lá. Esse tempo extra é o bastante para ele notar que há algo errado ali. Aquela sociedade aparentemente perfeita esconde uma coisa: abaixo da terra vivem os Morlocks, outra espécie cuja existência difere completamente dos Elois. E o Viajante do Tempo vai conhecer o submundo.

Entrar lá foi para o protagonista algo terrível, e ele descobriu que subsistiam comendo a carne dos Elois e, por serem sensíveis à luz, só caçavam e noite sem lua. Foi só depois de muito desespero que ele conseguiu sair vivo do subterrâneo. Com a ajuda de Weena, cuja vida foi salva por ele, o Viajante do Tempo consegue o material necessário para reaver a máquina do tempo – mas não sem antes sofrer um ataque dos Morlocks e perder sua amiga.

Após causar um incêndio, ele encontra a máquina do tempo. Cai numa armadilha dos Morlocks mas, como já havia adentrado, consegue acioná-la e sair dali.

E o iajante do Tempo ainda não volta para sua casa. Daquele século, parte numa jornada ainda mais no futuro (milhares de anos), onde encontra um Planeta Terra muito diferente de tudo o que imaginou. O sol não é mais o mesmo, nem as criaturas (um caranguejo gigante tenta apanhá-lo), e não há mais humanidade, nem Elois e nem Murlocks. O Viajante avança ainda mais, perdendo a conta dos séculos, e desta vez encontra nosso planeta quase deserto, num estranho silêncio contemplativo do infinito.

Após isso, ele volta para seu tempo, onde o narrador (um dos amigos do protagonista), está ouvindo a história.

Este é o fim da história que o Viajante do Tempo conta para seus amigos e, como era de se esperar, eles não acreditam. Seus silêncios respeitosos apenas demonstram como ficaram estupefatos e pensativos com a incrível história. Neste momento o narrador volta a atenção para si, dizendo que dias depois voltou até a casa do Viajante, e não o encontrou (nem ele, nem a máquina). Inclusive, muitos anos depois ele ainda estava desaparecido.

Antes das conclusões e explicações do livro A Máquina do Tempo, de H. G. Wells, veja algumas das capas que ele recebeu ao longo das edições:

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Conclusões e explicações de A Máquina do Tempo, de H. G. Wells

O livro de H. G. Wells termina com esta incógnita do sumiço do Viajante do Tempo, sendo que algumas pessoas cogitam a ideia de que ele simplesmente tenha enlouquecido, dado um sumiço na máquina e cometido suicídio (ou se recolhido para não ser mais encontrado). Estas mesmas pessoas creem que sua história foi fruto da imaginação ou alucinação, afirmando que a primeira demonstração (com o protótipo em miniatura) foi algum truque de ilusionismo.

Outras teorias (estas, da maioria) dizem que ele preferiu ir viver em outro tempo, e lá permaneceu (ou lá morreu, sem conseguir fugir em segurança como da primeira vez).

O que importa aqui não é o fato em si, mas a reflexão e discussão que isso causa. Devemos levar em consideração que na época em que H. G. Wells escreveu A Máquina do Tempo (1895) a Inglaterra passava por momentos históricos importantes, como o Imperialismo. O autor mostrou sua visão de futuro a partir daquela realidade, mostrando a divisão da humanidade em castas, onde uma era “perfeita” e organizada (os Elois) e outros eram como a plebe, ou a “ralé” (os Morlocks), comedores de restos, vivendo no submundo, que representaria basicamente boa parte de nós, pessoas comuns, em um mundo onde a soberania de poucos sobrepõe o esforço de muitos.

Aqui, tal qual vemos em séries como Black Mirror e Love, Death and Robots, notamos como a humanidade está caminhando para rumos perigosos. E não importa que o livro A Máquina do Tempo tenha sido escrito em 1895 por H. G. Wells: o conteúdo ainda está fresco e atemporal, pois a humanidade evoluiu sua tecnologia, mas continua a mesma em boa parte no que se refere à moral.

Informações do livro A Máquina do Tempo, de H. G. Wells

Média de páginas: 126;

Ano de lançamento: 1895;

Gênero: Ficção científica;

Sobre o autor: Seu nome era Herbert George Wells, um escritor britânico, membro do movimento político-social denominado Sociedade Fabiana. Os fabianos tinham como proposta desenvolver a classe operária para que fossem aptos a tomar o controle dos meios de produção – daí percebemos parte do conteúdo de sua obra como inspiração. H. G. Wells viveu de 1866 a 1946 (faleceu com 79 anos);

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A Máquina do Tempo de H. G. Wells (1895) Resumo do livro e análise
O livro A Máquina do Tempo, do britânico H. G. Wells, brincou com o imaginário de muitos ao mostrar um futuro desfavorável. Leia o resumo e análise aqui.
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Sobre o Autor

Escritora, redatora e ilustradora autodidata, Nantai procura reavivar a centelha de magia que todos temos. Gosta de montanhas, gatos, e de escrever ao som da chuva. Gosta de falar sobre fantasia e ficção científica, e colabora neste blog com um pouquinho de tudo. www.bcrausnantai.com

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