Explicações do filme Noite de Lobos da Netflix (com vídeos e exemplos)

noite de lobos netflix explicacao filme

Eu gostaria de fazer algumas análises e explicações do filme Noite de Lobos, da Netflix, juntando fragmentos e criando a minhas próprias interpretações e teorias sobre tudo (o filme pode ser assistido neste link, e caso queira saber detalhes técnicos, fizemos já um post sobre Noite de Lobos).

O filme passa a frieza do ser humano e o ambiente repleto de neve acentua muito mais essa sensação. O nome do filme em inglês, Hold the Dark, é mais correto no tema que a tradução Noite de Lobos, pois remete mais à escuridão do ser humano que só uma relação com lobos.

ATENÇÃO: este post contém spoiler pesado do filme Noite de Lobos, e dá um pouco de spoilers da série The Good Place (mas e você já viu a 2ª temporada, o caminho está limpo).

Inicialmente achei bastante interessante o seguinte comentário do diretor Saulnier:

“Depois de me comprometer com o projeto, foi libertador e positivo para mim pois me ajudou a lidar com as frustrações de tentar descobrir todos os dias o que diabos estamos fazendo um com o outro, por que os humanos se comportam dessa maneira, por que somos tão intrinsecamente violentos e tribais e meio que contrariam nossos melhores interesses “, diz Saulnier.

Ética e conceito Bom/Mau

Todos temos nosso lado mau. É complicado evocar este conceito maniqueísta porque isso remete a valores éticos sociais. Na natureza esse conceito recebe apenas o nome de instinto. Um animal age com base no instinto. Não tendo nenhum pensamento consciente para conter sua energia instintiva, ele faz o que sente que deve fazer, seja qual for a consequência de suas ações.

Nós, apesar de sermos animais pensantes, temos esse instinto dentro da gente quase sempre rotulado como o nosso “lado mau”. Hoje em dia meras palavras ditas na cara já são capazes de taxar alguém de “malvado”. Nem precisa ser violento fisicamente. A verdade é que a ética, com suas regras sociais, foi que fizeram um ótimo trabalho de repressão dos instintos.

Afinal, aquela vontade de não engolir sapo está na alma de todo mundo, mas existe o bom senso, hierarquia, reciprocidade, aprovação social e muitas outras forças que nos fazem seguir na linha.

Ética e sua espada contra instinto

Por um momento vou sair do filme Noite de Lobos e partir para uma cena da série Netflix The Good Place.

Veja o trecho onde o demônio torturador Michael começa a perceber o poder da ética com relação a maldade natural da protagonista Eleanor: a redenção em seguir um caminho do bem (ditado pela ética) proporciona a ela uma paz reconfortante (o vídeo está transcrito mais abaixo, caso não queira dar play):

Eleanor: O quê que ta pegando?

Michael: Bom, ser ético é difícil… e tô odiando. Quando fica mais fácil?

Eleanor: Por que não pergunta pro Chidi? Ele é o mestre da ética. Eu sou só uma novata, e ainda sou péssima.

Michael: É. Por isso estou perguntando. Eu criei essa câmara de tortura com base na minha certeza absoluta que quando as coisas ficasse mais difíceis você iria desistir. É a especialidade de Eleanor Shellstrop. Lembra quando a luz para trocar o óleo do carro acendeu? Você preferiu abandonar ele num estacionamento.

Eleanor: Mas é lógico!

Michael: Mas aqui, encarando os desafios mais difíceis que consegui imaginar, você em nenhum momento desistiu de tentar ser uma pessoa melhor, e eu só… Por que?

Eleanor: É… Eu não sei. Sempre que eu podia fazer uma coisa errada na Terra tinha uma vozinha no fundo da minha cabeça que dizia assim: “Eleanor, não pega um monte de azeitonas no setor de frios, porque você não pagou por isso!”; ou “Eleanor, não cospe os caroços de azeitona no chão do mercado porque não é bonito”; ou “Eleanor, aquele senhor escorregou no seu caroço de azeitona e desabou no chão, não aproveita que ta todo mundo distraído para roubar mais azeitonas!”

Michael: Entendi.

Eleanor: Essa coisa de ética é difícil e confusa. Não tem a menor graça… Mas eu me livrei dessa vozinha. Porque pelo menos eu tô tentando fazer a coisa certa em vez da coisa errada. E eu tenho que confessar, cara: não sinto falta da vozinha.

Michael: Bom, obrigado por me ajudar hoje.

De certa forma este trecho ilustra muito o que seguir a ética proporciona uma determinada paz quando alinhada ao interior. Há uma certa repressão do instinto e um conforto cognitivo vindo do que chamamos de consciência limpa. Limpa de conflitos.

Você se encontra bem porque esta fazendo o papel do bom e se vendo assim sente que esta trilhando o certo. Principalmente pela aprovação social que recebe ao ser percebido como uma pessoa boa.

Simbolismo sobre lobo e análise sobre Verner Slone

O lobo simboliza astúcia, coragem, amizade, confiança. Você percebe essas características bem fortes no personagem Verner Slone (interpretado por Alexander Skarsgård).

Logo que ele aparece, dá para ver que possui um forte senso de justiça própria. Isso se revela ao matar um companheiro sem hesitar ao pegá-lo estuprando uma moradora acuada. Depois seu senso de justiça se confirma ao acabar com um amigo de infância na facada por ele tê-lo traído tentando entregá-lo à policia. Verner fez isso mesmo tendo sido salvo minutos antes.

A intolerância à traição foi maior que a gratidão por ter sido salvo. Além disso, sua decisão passou por cima até mesmo da amizade de infância. Parece que Verner é preto no branco, 8 ou 80. Dono de uma confiança implacável em como deve agir e sem vestígio de dúvida ou hesitação emocional aparente. Ele segue sua ética própria e parece não ter voz conflitante em sua cabeça.

Parecendo de fato um individuo animalesco, Verner é extremamente impulsivo e não parece ter dilemas quando o assunto é matar. Provavelmente matou seu próprio pai, que o considerava “anormal”. Seu velho estava em busca de óleo de lobo para curá-lo.

Talvez essa obsessão de curá-lo tenha gerado algum tipo de atitude extrema, pois poderia ter desenvolvido uma ira pela rejeição de sua própria identidade e natureza única. Ele não demonstra nem carinho nem remorso quando citam o pai.

Abaixo uma cena relacionada:

— Eu lembro de você, viajante! Você era pequeno da ultima vez que veio aqui… Claro!

— Por que a gente veio?

— Pra me ver. Seu pai queria óleo de lobo pra você, sabia disso? Ele disse que você era… anormal. Era essa palavra. Anormal. Uma bruxa indígena disse que o óleo curaria você. Deu certo? Eu dei o óleo pra ele.

Agora sua relação com o filho parece de amor verdadeiro. Talvez o filho fosse o motivo que o fizesse ser uma pessoa justa em sentido da ética social. Talvez a partir do filho seu comportamento tenha mudado… Provavelmente essa mudança tenha chocado Medora Sloane (Riley Keough) por ser assombrada pela impureza de seu fruto (revelarei abaixo). Possivelmente queria o “marido animal” de volta para puní-la e fazer isso com todos que causaram tanta dor. Também parecia ver isso como uma tentativa de salvá-lo de si mesmo, evitando-o em trilhar um caminho bom pelo filho ignorando a impureza de tudo.

Veja uma cena que reforça bastante a relação dele com o filho:

Pai: Como se sentiu? (depois de matar um bicho)

Filho: Eu me senti muito bem.

Pai: … o que foi?

Filho: Você já matou uma pessoa?

Pai: Quem te contou isso?

Filho: A mamãe. Minha professora disse que é ruim matar pessoas.

Pai: É, todo mundo fala isso.

Filho: Então é… bom?

Pai: Se for preciso…

Filho: Por que?

Pai: Pra proteger o que você ama e o que você precisa.

Talvez essa cena fosse a semente que despertou a motivação em salvar uma mulher estuprada por um companheiro de guerra. Quando ele tomou o tiro de raspão, o que veio na mente era a imagem do filho. Isso indica que tinha um amor muito grande pelo garoto e todo amor é um apego em dependência.

Incesto e revelações sugestivas

Uma coisa que o filme passa bem sutilmente é que o casal Slone são na verdade irmãos. O primeiro indício que justifica isso é o trecho no começo onde o escritor Russell Core (Jeffery Wright) pergunta se Medora conheceu seu marido no vilarejo. Ela responde da seguinte forma:

“Não conheci ele em nenhum lugar. Nos conhecemos a vida toda. Ele está em todas as minhas lembranças”

Outro indicio é esta foto:

Medora e Verner quando pequenos

Provavelmente é um dos motivos que seu pai o considerava anormal.

Analise sobre Medora Slone

Medora é uma pessoa totalmente abalada emocionalmente. Segundo a teoria do escritor Russel Core, ela o chamou para ter uma testemunha de sua história, e pelo desejo de ser punida.

A culpa em continuar respirando está estampada em seu rosto. Veja a cena abaixo:

— Então veio matá-lo? Matar o que levou ele?

— Eu vim ajudar se puder, para explicar isso. Se puder.

— Você caçou e matou outros antes, foi o que escreveu.

— Ah, isso…

— Eu teria matado ele sozinha se eu o tivesse achado. Eu tentei achar… Faz alguma ideia do que tem atrás daquelas janelas? Como fica escuro, como isso afeta você… Como se sentiu atirando num lobo fêmea?

— Foi horrível. Mas eu não tinha outra escolha.

— Mesmo ela tendo levado uma criança? Por que você acha que é a ordem natural?

— A ordem natural não permite vingança. Você não é o que pensa sra. Slone. O que aconteceu aqui é… muito raro.

— O que aconteceu aqui, aconteceu comigo.

Por algum motivo ela não considerava o suicídio. O que ela disse na cena acima “eu teria matado ele sozinha se eu o tivesse achado” talvez fosse a revelação de que ela tentou se punir mas não conseguiu. No final, quando ela começa a ser enforcada, demonstra satisfação. Mas quando ele a solta dá para sentir sua decepção e tristeza inicial.

Sobre suas palavras: “Faz alguma ideia do que tem atras daquelas janelas? Como fica escuro, como isso afeta você” . O escuro é um nome dado à linha entre a humanidade e a ferocidade. Nisso esta embutido um grande medo do desconhecido sobre o que pode nos acontecer internamente, principalmente.

A Máscara

O efeito psicológico e simbólico de uma máscara é aterrorizante, pois todo tipo de máscaras tendem a liberar as correntes do instinto.

Em alguns rituais com máscaras a pessoas se sentem outras, e suspendem julgamentos. Muitas vezes o “se sentir outra pessoa” nada mais é que a liberação de si sem censuras que antes foram impostas por sua identidade social.

Ocultar a identidade é um convite tentador a liberar a fera que está no fundo. Como se fosse a abertura de um portal. Fazendo uma analogia com o anime Naruto, é como se fosse a liberação da Kyuubi (raposa demônio que vive dentro dele).

Quando Vern colocou a máscara na casa do velho índio, ele se transformou na hora. Parecia possuído.

O infanticídio

Na cena abaixo, Russel Core cita o infanticídio:

— Quando eu encontrei os lobos, eles estavam no ato de devorar um deles. Um filhote. Não é nada incomum, sabe… Quando os recursos estão escassos, ou existem stress não naturais, os mais jovens podem ser mortos para preservar o grupo. O termo comportamental é infanticídio.

Provavelmente essa prática é algum tipo de costume muito forte das tribos para purificar adultos que cometeram algum pecado grave. Talvez Cheeon (Julian Black Antelope), que também perdeu sua filha, tenha na verdade a matado e feito isso com sua mulher também. Ele parece ter uma motivação muito forte em destruir aquela cultura e diz que em pouco tempo aquela vila ficará deserta.

Veja a visão dele sobre o que significa o futuro:

— Os desgraçados do necrotério. Desgraçados como eu e você. Quando morremos, o passado morre. Quando crianças morrem… é diferente. Quando crianças morrem, o futuro morre. Não existe uma vida sem o futuro.

De início senti que ele tinha falado isso como uma forma desesperançada por ter perdido sua filha, e a insatisfação pelas crianças serem foco de assassinatos. Mas depois pensei que talvez fosse essa sua estratégia para acabar com uma cultura.

Teoria sobre a Bruxa

A bruxa do vilarejo estava envolvida na “cura” de Verner desde sua infância ao sugerir a seu pai a busca pelo óleo de lobo. Em uma cena, pouco antes de Verner entrar em sua casa, é mostrada uma boneca loira em sua mão, parecendo a prática de vudu que sugere controle indireto sobre a vitima.

Seria essa bruxa uma catalizadora do infanticídio? Talvez ela que tenha estimulado a “libertação” de Verner, o destruindo.

Veja a cena onde é criada a teoria de destruir para salvar:

— Por que a Medora fez o que fez? Eu acho que as respostas não existem.

— Existem. Se elas se encaixam ou não na nossa experiencia, é outra questão.

— O que você acha?

— Não sou policial.

— Estuda comportamento…

— Parece que ela queria consertar ele. Salvar ele, eu não sei…

— Salvar ele o destruindo?

— Acontece na medicina. Quimioterapia.

— Salvar ele de quê?

— Da escuridão. Dela… dele… atras das janelas. Ela me falou sobre isso mas… eu não estava escutando. Eu acho que foi por isso que ela me escreveu. Ela queria uma testemunha para contar a história e… pra ser punida.

Achei bem interessante a analogia com quimioterapia.

Importância da família e passagem de gerações

Ao longo do filme está muito presente a importância da família e passagem de gerações. O relacionamento fraturado de Russell com sua filha; Esposa de Donald grávida de seu primeiro filho aos 43; Muitas crianças mortas, etc.

Sobre ser pai, achei bem interessante essa cena do Core abaixo:

— Você é pai?

— Sou.

— E como é?

— Incrível. Eu queria ter entendido isso melhor na época. Acho que eu não ajudei muito ela. Você gosta de pensar que se dedica ao seu filho, e fala pras pessoas assim: “Eu faria qualquer coisa por eles”. E você se sente bem quando fala isso, mas… Depois você segue sua vida.

Como mostra no filme, tudo na verdade acaba sendo a respeito de como a gente se sente com relação a nós mesmos.

Filhos às vezes são considerados apenas algo que o pai considera ser dele, como se fosse deixar um legado, e por isso se sentirá mais completo na morte. É claro que pode sim existir muito amor, mas as feridas causadas no processo é algo mais doloroso e instável comparado à simples opção de não deixar ninguém com seu genes no mundo.

No fim, muita gente tem filho por mera vaidade, e depois não aguenta pagar o preço direcionando a toda culpa de suas frustrações e sacrifícios na prole.

A verdadeira escuridão

Não tem como… o Ego sempre tende a nos tornar animais selvagens e irracionais. Tudo na vida de qualquer pessoa é guiado por interesse próprio. Os sacrifícios que muitos dizem fazer por amor acaba sendo na verdade a sua maneira de se sentir melhor com base na sua linha ética e sustentando pela crença que aquilo é certo.

Somos seres guiados por um deus interno chamado consciência. Nenhum ser humano possui verdades universais, mas sim verdades para ele como indivíduo. Elas não passam de um ponto de vista. Sua verdade pode ser compartilhada, mas o sentido que ela faz para você é único.

Com base nisso você tem duas escolhas:

– Absorver as verdades dos outros;
– Seguir suas próprias.

Verdades de outros sempre serão falsas. O conceito de mentira e verdade traduz muito como nós seres humanos somos.

Se incorporarmos a mentira seremos agradáveis a todos, trancaremos a nós mesmos em um lugar obscuro e nos esqueceremos, seguindo a vida (talvez por isso muitos se afogam em vícios: perdem de vista o verdadeiro “eu” e se frustram, e usam de artifícios para fugir e não olhar para aquele ser estranho, que só existe artificialmente para agradar à sociedade).

Algo pode vir a despertá-lo com muita fúria, mas muita gente mantém este “verdadeiro eu” oculto até a morte. Pessoas que escolhem viver suas vidas com as “verdades sociais” e as verdades dos outros sentem pancadas internas vindo da cela do ser reprimido. Se as pancadas são bem frequentes e fortes ela talvez desperte como uma explosão, e ninguém mais passa a reconhecê-lo.

Se incorporássemos a verdade interna seríamos indivíduos animalescos, as vezes anti-sociais, e por vezes até violentos. Mas aceitar a existência desse lado torna mais fácil controlá-lo.

No fim, a coisa vai além de verdades e mentiras internas. O segredo de uma vida humana está no degradê entre esses dois termos: nem preto nem branco, nem 8 nem 80. Trata-se da infinita escala de cinza, mais conhecida como equilíbrio. Uma eterna necessidade de autocontrole e ajustes de rota, abraçar o lado ruim aceitando que ele está ali, tentando sempre que possível puxar a coleira.

Este lado ruim também precisa de sua dose de atenção e carinho, assim como o lado bom. Afinal ninguém deveria querer ver seu lado ruim revoltado consigo mesmo. Você gosta de ser ignorado/a e não aceito/a?

No fim, o filme Noite de Lobos me mostra exatamente o efeito de diversos desequilíbrios acentuado por muitos catalizadores que fazem explodir. É uma fiel demonstração de como é a essência do ser humano.

Interpretação mais especifica do final?

Considero que, para concluir a interpretação do final de forma mais precisa, é necessário desvendar alguns enigmas que ainda precisam ser mais digeridos.

Por exemplo: após Core ter deixado o recado na caixa postal da filha, ele deita e fecha os olhos. Quando abre, aparece Medora dizendo:

“Tem alguma coisa errada com o céu”

Logo após, ela some. A consciência de Core não estava no estado onírico, então não poderia ser sonho. Foi algum tipo de visão espiritual, o que me levou a questionar se Medora estava mesmo viva, já que ela só teve contato em cenas visíveis com o Core e Vern. A moça da pousada estava relutante em falar que passou alguém ali, talvez por saber que ela era algum espírito. Mas, mesmo com essa dúvida, a polícia teve testemunhas de avistamento e a construção das cenas leva a entender que ela está mesmo viva.

Porém, o mais surpreendente sobre essa frase do Céu, vem no final. Na caverna, antes de Medora sair com Vern, ela diz para Core o seguinte:

“Agora você entendeu sobre o céu, não é?”

Isso remete que aquela Medora que apareceu foi alguma transmissão dela mesma, e não fruto da cabeça do Core. Como uma especie de telepatia ou algo espiritual, ou bruxaria.

Sobre Mitologia inuíte, me chamou a atenção na internet o seguinte trecho:

“As duras condições da vida no Ártico fazem com que os inuit vivam em constante temor de forças invisíveis. Para os inuítes, ofender um espírito é arriscar-se à extinção. A tarefa principal do xamã na sociedade inuit é aconselhar e lembrar as pessoas dos rituais e tabus que precisam obedecer para aplacar os espíritos, já que se acreditava que ele podia ver e contactar com os mesmos.”

A ideia acima faz pensar um pouco sobre outra pergunta que precisa ser mais digerida:

“Por que o filho foi morto?”

O que eu imaginei no inicio foi que Medora matou o filho mesmo por temor espiritual. Porém, preciso reunir mais evidencias jogadas no filme para que a imagem se forme mais claramente.

Outra coisa que poderia ser uma chave importante é o simbolo que Vern e Cheeon fizeram, com seu sangue, no caixão do filho. O problema é que esta muito escuro, mas lembra muito uma letra japonesa.

Além disso, tem muitos diálogos que parecem não fazer sentido mas fazem, porque comumente diretores nunca colocam coisa em filme só para encher linguiça (eles têm um orçamento determinado, e tudo ali precisa ter um propósito… cada tomada custa muitos dólares para que seja apenas “uma cena sem sentido”).

Existe também a história que a Bruxa contou a Vern pouco antes dele a matar. É uma história muito enigmática e parece não fazer tanto sentido se levar em conta só o que ela conta ali.

Tem uma lista de diálogos aqui que vou digerir melhor e logo acrescentarei mais teorias neste mesmo post (veja a data de última atualização mais abaixo).

Para finalizar, por enquanto encontrei o seguinte trecho em um site em inglês:

“Uma pista enorme estava embutida no nome da cidade remota de Medora e Vern: Keelut. Na mitologia Inuit, um Keelut é um espírito do submundo que assume a forma de um cão negro sem pelos e ataca os humanos. Todo mundo tem keelut dentro deles e fora deles”. Essa é uma pista e ideia bem legal a respeito.

Volto logo!

Ultima atualização do trecho acima foi em 02/10/18 as 11:00

Encontrei a chave do enigma da seguinte citação da Medora: “Tem alguma coisa errada com o céu”. No avião, indo sentido à caverna final, o chefe de polícia Donald Marium (James Badge Dale) cita a palavra chave “Solstício” que significa:

“Na astronomia, solstício (do latim sol + sistere, que não se mexe) é o momento em que o Sol, durante seu movimento aparente na esfera celeste, atinge a maior declinação em latitude, medida a partir da linha do equador. Os solstícios ocorrem duas vezes por ano: em dezembro e em junho. O dia e hora exatos variam de um ano para outro. Quando ocorre no verão significa que a duração do dia é a mais longa do ano. Analogamente, quando ocorre no inverno, significa que a duração da noite é a mais longa do ano.”

“Em várias culturas ancestrais à volta do globo, o solstício de inverno era festejado com comemorações que deram origem a vários costumes hoje relacionados com o Natal das religiões pagãs. O solstício de inverno, o menor dia do ano, a partir de quando a duração do dia começa a crescer, simbolizava o início da vitória da luz sobre a escuridão. Festas das mitologias persa e hindu reverenciavam as divindades de Mitra como um símbolo do “Sol Vencedor”, marcada pelo solstício de inverno. A cultura do Império Romano incorporou a comemoração dessa divindade através do Sol Invictus. Com o enfraquecimento das religiões pagãs, a data em que se comemoravam as festas do “Sol Vencedor” passaram a referenciar o Natal, numa apropriação destinada a incorporar as festividades de inúmeras comunidades recém-convertidas ao cristianismo.”

Então, com isso Medora estava aflita porque queria saber que forças iria vir a reinar em Vern quando a encontra: a luz ou a escuridão? Em seu interior reinou a luz, e ele a deixou viver. Por isso que ela disse no final: “Agora você entendeu sobre o céu, não é?“. A luz reinou para Core também. Ele foi poupado tanto pelo Vern quanto pelos lobos.

Outra coisa, em um momento Core disse: “A ordem natural não permite vingança“, e isso justifica a essência animalesca de Vern. Por exemplo: na natureza, quando o leão come seus filhotes para não obter concorrência, a leoa não procura se vingar.

Quando mostra dois lobos no final é como se fosse a pista representativa do futuro de ambos: “viver na natureza livremente como lobos“.

Tem muitos outros detalhes que pretendo trazer aqui em breve.

Ultima atualização do trecho acima foi em 02/10/18 as 23:30

Deixe seu comentário e diga suas conclusões e teorias sobre o que entendeu de Noite de Lobos.

Versão deste post adaptado para video

(o canal Tati Aramenn está autorizado a reproduzir nossos conteúdos, pois somos parceiros)

Posts que você pode ser interessar

Área Energia Alternativa 01
Área Biocombustíveis 01

Sobre o Autor

Administrador do blog Interprete-me, Jerry D. Blodgett tem paixão pela literatura subjetiva e os estudos da filosofia e psicologia. Sempre que possível, faz pontes entre a reflexão interior e o entretenimento.

Área Padaria e Confeitaria 04

37 thoughts on “Explicações do filme Noite de Lobos da Netflix (com vídeos e exemplos)

    1. Não havia entendido o filme direito , adorei sua interpretação, me ajudou a escalrecer alguns pontos, so não entendi de fato pq a morte do filho.

  1. Boa noite, Jerry!
    Excelente sua percepção acerca deste filme.
    Assisti ao filme hoje e uma sensação de inquietude me assolou. Fiquei tentado a justificar toda a angústia e desolação dos personagens a partir da circunstância espacial que cerca aquelas pessoas, mas as sutilezas prévias me conduziram aos temas tabu: incesto entre irmãos e impossibilidade de relacionamento entre pai e filha. Há várias nuances que obscurecem nosso entendimento, afinal, se uma tendência sombria estava guardada na alma de Verner, talvez a sua experiência com a guerra tenha tido o efeito de consolidar tal característica, por outro lado, o relacionamento do garoto Verner com o pai foi o fato gerador do conflito de sua personalidade? A cena em que a alcateia devora o filhote, e que não é incomum, é reveladora. Os pais matam o garoto para expiar, numa espécie de ‘mea culpa’, suas almas assim como a alcateia devora um filhote para cumprirem sua existência. Tanto assim que Verner nem sua mulher morrem. A expiação só se completa quando conseguem o enterrar, juntos, o corpo do menino.

    No que diz respeito ao personagem do escritor, penso que ele nunca houvera conseguido aproximar-se de sua filha e que apenas quando estava à beira da morte, conseguiu, o que, para ele, foi um fato positivo.

  2. Nossa fiquei também encafifada com esse filme. Tanto que vim buscar explicações na internet. Mas continuo sem entender direito o pq de matar o menino, e o final (?)

    1. Pelo que entendi, na teoria dos lobos, o lobo mata os mais jovem para proteger a alcatéia, então, acredito que ela tenha matado o filho pra trazer de volta o marido, não só ele fisicamente para perto dela, mas o extinto selvagem que ele tinha antes do filho “conserta-lo.
      Isso fica mais claro quando ela diz que o marido prometeu que iria protege-la pra sempre e não à deixaria sozinha, mas como estava na guerra corria o risco de não voltar e ela queria a ele de volta, preferiu sacrificar o filho para ter o marido, porque acredito eu que pensamento dela, deveria ser de que filhos se tem outros, mas aquele marido que não fim era o irmão dela, quem ela sempre teve ao lado, ela não teria novamente, foi isso que entendi sobre a morte do filho.

  3. Jerry, quanto à semelhança do casal, o senhor que tinha a coleção de máscaras, diz ao Verner que ele e a moça “são muito parecidos”.

    Realmente, parabéns pela análise do filme. Tive de jogar no Google algo relacionado p/ ver se pescava algo que explicasse ou desse sinais de sentido ao filme.

    Abraço!

  4. Olá, acho que todos que assistiu esse filme, busca uma explicação. Eu gosto de filme que deixa voce pensando… porem, acho que esse filme, vai alem de nao ter nenhuma explicação.
    Lendo tudo que voce escreveu, eu consigo concordar, e entender algumas coisas. Mas ao mesmo tempo, nao temos uma resposta plausível que isso é uma verdade.
    Acho que poderia assistir o filme umas 10x, que certas coisas so entenderia lendo seu artigo ( que é muito bom por sinal)
    Obrigada por essa explicação.
    Mas ainda assim, queri entender melhor, o pq a mae matou o menino, o pq o pai matou todos que passavam pelo seu caminho, e o pq ele nao quis que a policia se vingasse da mae, e pq ele nao puniu a mulher?!
    Eu entendo que ela matou o menino porque ela nao queria que ele Fosse um deles, Para salva lo. E nao entendo o pq ela deixou o especialista de lobo no chao. Se mostrou ela com nojo, ao beijar o marido no final.

  5. Continuo sem entender o final, não entendi o porque deles arrastarem o corpo da criança no caixão pelo gelo ? Por um minuto achei que fossem fazer algum ritual rs

  6. Ótimo artigo, gostaria de acrescentar uma coisa que pensei depois de ler suas conclusões sobre o arrastamento do corpo do menino ao final do filme, e fiquei me perguntando se a intenção não seria o canibalismo, como os lobos fazem com seus filhotes mortos, e o canibalismo pode significar estar honrando o cadáver e a antiga existencia do filho… não sei, fiquei bem intrigada e decepcionada com o filme, n vou mentir…

    1. Olá Camila, a ideia do canibalismo levando em conta costumes tribais faz sentido. Porem intercalando a cena onde eles arrastam o filho mostra cena de lobos correndo o que poderia ser uma pista de que o filho talvez fosse uma oferenda aos lobos. Sinceramente não faço ideia do porque meio que desenterraram o filho para move-lo para algo. O filme poderia dar mais pistas né rsrs a motivação de remover o filho de um lugar supostamente enterrado para outro acabou ficando bem no ar.

  7. Gostei do filme, porem o final é uma incógnita. O filme foi todo bom com um final sem sentido. Por exemplo; ele foi deixado com umas mulheres limpando o ferimento, depois aparece em outro lugar já com a filha. O que pensei foi que tudo tinha sido um sonho.

    1. Olá Jorge, obrigado pelo seu comentário. Adorei cogitar a ideia que tudo fosse um sonho, pensei nisso quando a Medora apareceu do nada na cama do Russell Core, pensou tudo não ser apenas um sonho do Core. Obrigado por sua visão e continue com a gente 😉

  8. Legal, muitas observações interessantes. Só um ponto a acrescentar, e que responde à uma pergunta importante: Porque a mãe matou o filho?

    FATO 1 – Verner é um psicopata.
    No meu entender, Verner é um psicopata (tipo o Dexter), frio, calculista e que, apesar de saber que certas coisas são consideradas “erradas”, como matar pessoas (ou casar com a própria irmã), não sente nenhum tipo de arrependimento, culpa ou remorso. Isso fica MUITO CLARO ao longo do segundo ato, quando ele começa a matança indiscriminada atrás da mulher.

    FATO 2 – Verner foi tratado quando criança
    Sinais de transtorno de conduta podem ser percebidos em crianças muito pequenas. O pai de Verner percebeu algo que considerou “anormal” para uma criança, e seguindo as recomendações da bruxa, tentaram tratá-lo da melhor forma dentro do que tinham à mão, no caso, a religião das tribos do Alaska (O nome do filme em ingles seria Contenha a Escuridão). Aparentemente a terapia funcionou até certo ponto, a escuridão de Verner foi contida e o rapaz cresceu como um membro funcional da comunidade, seus instintos assassinos extravasados de modo socialmente aceito – como um soldado implacável, por exemplo.

    Fato 3 – Outras duas crianças foram mortas
    Agora lembre-se que Medora disse que houveram duas outras crianças desaparecidas ANTES do garoto Bailey, incluindo a filha de Cheeon. E apesar de seus corpos não terem sido encontrados para providenciar um enterro decente, Medora sabia EXATAMENTE onde as crianças haviam sido atacadas e mortas, e mostra os locais a Russel. Mais ainda, sabia que a filha de Cheeon havia sido atacada pelas costas, enquanto brincava no trenó. Todos assumem que as crianças foram mortas por lobos, que levaram seus corpos. Mas sabemos que no caso de Bailey isso não é verdade. Não foram os lobos. E provavelmente os animais também não mataram as duas outras crianças!

    Teoria – Havia algo errado com o filho também
    Minha teoria é que Bailey, o filho de Verner, herdou a mesma condição do pai. Mas Verner falhou em perceber os transtornos de conduta em seu filho, e nunca os tratou devidamente… porque nunca viu de fato um problema naquilo. É sutil, mas é uma peça que se encaixa perfeitamente… Dá sentido para diversos diálogos espalhados ao longo do filme.

    No flashback de Verner e Bailey ao lado do corpo do veado: Quando assistimos o diálogo pela primeira vez, parece apenas uma inocente lembrança, de um momento especial entre pai e filho, e uma introdução a um suposto código moral de Verner. Mas olhe de novo. Não é muito normal uma criança sentir-se MUITO BEM ao matar um animal, e logo em seguida ter a curiosidade sobre como deve ser MATAR PESSOAS. É sutil, mas está ali nas entrelinhas.

    No início do filme, a enigmática Medora diz a Russel:
    “Meu marido me deixou aqui. Com uma criança doente.” Mas em todos flashbacks o garoto parece normal e saudável. Qual seria a doença de Bailey?
    Pouco depois, Russel acorda de madrugada, e ouve Medora falando sozinha enquanto toma banho. Ela murmura: “Ele está lá em cima? Ele está lá embaixo? Maldito demônio. Maldito assassino. É como eles são. Quem são esses que não conseguimos enxergar? Se ele está lá em cima pelo menos… talvez esteja em paz. Ele está lá em cima? Ou ele está lá embaixo?”
    Quando os aldeões são interrogados após descobrirem o corpo de Bailey, é dito: “Medora Sloane está possúida por um demonio-lobo. É chamado Atournaq (…) o sangue dela está amaldiçoado e… segue perdurando.” Ou seja, há algo de errado com a família, e é perpetuado pelo sangue, ao seus descendentes. Lembrando que Medora tem alguma forma de parentesco direto com Verner.
    E finalmente, quando Russel conversa com o Xerife, sobre o motivo de Medora ter matado o próprio filho, o escritor, que é o personagem mais apto a entender a mente de Medora e desvendar todos os mistérios do filme, diz: “Parece que ela queria consertá-lo. Salvá-lo. Eu não sei.”

    Pois é bem possível que o garoto tenha sido responsável pela morte das outras crianças. Existem relatos de crianças com transtorno de conduta como da inglesa Mary Bell, que aos 4 anos tentou estrangular uma colega (ciente de que poderia mata-la), e aos 11 anos de idade, estrangulou e matou dois meninos de 3 e 4 anos.

    Medora Sloan portanto, poderia ter encobrido as mortes das outras crianças em uma tentativa de proteger sua familia, desaparecendo com os corpos e culpando os lobos. Mas consumida pela culpa e desespero, e enxergando a escuridão em seu próprio filho, tentou impedi-lo de matar mais crianças da comunidade. Tentou, sozinha, conter a escuridão do garoto, mas assim como a alcatéia de lobo no início do filme, tragicamente acabou cometendo o infanticídio e sofrendo pela culpa, remorso e medo do que aconteceria com ela quando Verner descobrisse.

    1. Siiim.. Tbm pensei isso a respeito do menino ter matado as crianças. Uma coisa que ainda não vi comentarem é sobre a bota. Medora diz que o escritor precisaia de botas especiais, (achei q era só por causa da neve msm) o marido dela reconhece as botas e depois quando salvam o escritor mostra uma mulher saindo com as botas e olhando para ele. Achei estranho… Talvez uma marcação para proteção… Com cheiro ou algo assim… Pq os lobos não atacaram ele nas duas vezes. Oq acha?

    2. Olá Mario, Meu Deus que belo comentário! muito obrigado mesmo por ter escrito ele aqui. Acrescentou demais! Gostei da relação com o Dexter no sentido psicopata. O filho poderia gerar muitas maldições e legal a observação de que Medora sabia detalhes demais sobre as mortes das crianças. A Cena do Verner com o filho realmente pode ter o indicio de psicopatia ou o que o filho disse sobre se sentir bem fosse só para agradar o pai, mas é legal ter em mente essas possibilidades.

      ótima pergunta “Qual seria a doença de Bailey?” isso justifica mais uma possível crença forte sobre a maldade ou maldição no garoto.

      O dilema do que a Medora disse sobre “Ele está lá em cima? Ele está lá embaixo?” da muita margem a se pensar.

      Esse trecho abaixo que você citou é uma ótima teoria:

      “Pois é bem possível que o garoto tenha sido responsável pela morte das outras crianças. Existem relatos de crianças com transtorno de conduta como da inglesa Mary Bell, que aos 4 anos tentou estrangular uma colega (ciente de que poderia mata-la), e aos 11 anos de idade, estrangulou e matou dois meninos de 3 e 4 anos.

      Medora Sloan portanto, poderia ter encobrido as mortes das outras crianças em uma tentativa de proteger sua familia, desaparecendo com os corpos e culpando os lobos. Mas consumida pela culpa e desespero, e enxergando a escuridão em seu próprio filho, tentou impedi-lo de matar mais crianças da comunidade. Tentou, sozinha, conter a escuridão do garoto, mas assim como a alcatéia de lobo no início do filme, tragicamente acabou cometendo o infanticídio e sofrendo pela culpa, remorso e medo do que aconteceria com ela quando Verner descobrisse.”

      Continue com a gente 😉 Obrigado novamente

  9. Siiim.. Tbm pensei isso a respeito do menino ter matado as crianças. Uma coisa que ainda não vi comentarem é sobre a bota. Medora diz que o escritor precisaia de botas especiais, (achei q era só por causa da neve msm) o marido dela reconhece as botas e depois quando salvam o escritor mostra uma mulher saindo com as botas e olhando para ele. Achei estranho… Talvez uma marcação para proteção… Com cheiro ou algo assim… Pq os lobos não atacaram ele nas duas vezes. Oq acha?

    1. Olá Djuli, muito obrigado pelo seu comentário. Parece que a bota realmente tem significado simbólico, vi uma pequena sugestão em um post em inglês de que a bota tinha algo a contar, mas não cheguei a ir mais fundo nisso. Continue com a gente 😉 Obrigado

  10. Filme muito ruim. Apesar dessas explicações ocultas, vamos olhar friamente. Qual o sentido de chamar um especialista em lobos? Manda uma carta e depois foge. Mesmo que apareçam explicações o filme é muito ruim, e cansativo

  11. Muito interessante sua perspectiva, mas acho que nem se fumasse um baseado e vendo duendes pensaria nisto. Que filme Maluco! Prefiro bright, ghoul.
    Este filme não indico nem ao inimigo rssss

    1. Olá Tânia, muito obrigado pelo seu comentário. Kkkkk esse filme é bem maluco mesmo, acho que a unica coisa boa dele foi talvez dar margem para unir todos aqui pra gente poder viajar né rsrs. Continue com a gente 😉 Obrigado

    1. Olá André, muito obrigado pelo seu comentário. Interessante a justificativa de um possível medo da Medora de que possivelmente o filho seria um serial killer. Continue com a gente 😉 Obrigado

  12. Pelo que entendi sobre matar o próprio filho, na teoria dos lobos, o lobo mata os mais jovem para proteger a alcatéia, então, acredito que ela tenha matado o filho pra trazer de volta o marido, não só ele fisicamente para perto dela, mas o extinto selvagem que ele tinha antes do filho “conserta-lo.
    Isso fica mais claro quando ela diz que o marido prometeu que iria protege-la pra sempre e não à deixaria sozinha, mas como estava na guerra corria o risco de não voltar e ela queria a ele de volta, preferiu sacrificar o filho para ter o marido, porque acredito eu que pensamento dela, deveria que filho se tem outros, mas aquele marido que não fim era o irmão dela, quem ela sempre teve ao lado, ela não teria novamente, foi isso que entendi sobre a morte do filho

  13. Agora entendi. Rs
    Mesmo não entendendo o filme a gente vai gostando e ficamos instigados. Essa explicação pareceu mais plausível talvez pq seja a mais próxima do ser humano. Desequilíbrio. Verdade, mentira, dúvidas sobre coisas e nós mesmo em alguns momentos. Muito da personagem de Medora me identifica. O medo dela em perder o Vern q ela gostava. Egoísmo humano. Acontece. Parabéns pela explicação!

  14. Parabéns ao autor e a todos que de alguma forma contribuíram pra elucidar o filme. Nao havia entendido absolutamente nada. Estava até com raiva. Se vcs não são psicólogos, deveriam tentar a carreira. Gosto de filmes densos e que nos fazem pensar, mas este foi demais pra mim.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *