Revolta das máquinas? Robô russo quebra dedo de menino no xadrez (2022)

Um robô russo quebrou o dedo de um garoto durante um jogo de xadrez na penúltima semana de julho/2022. No vídeo publicado pela SBT News é possível ver que o robô russo, um braço mecânico que realiza os movimentos das peças de xadrez, prensou o dedo dele no tabuleiro, e demorou um tempo até que conseguissem soltá-lo de lá:

Isso ocorreu porque o menino acabou se adiantando numa jogada, e o robô se confundiu, fazendo com que o incidente acontecesse.

O garoto passa bem. Teve que colocar uma tala no dedo por conta da fratura, mas conseguiu voltar ao campeonato de xadrez no dia seguinte para nova batalha intelectual contra o robô russo.

Mas esse pequeno incidente, que por sorte não foi grave, poderia ter sido bem pior.

Robô russo e o xadrez: revolta das máquinas?

Sabemos que a robótica apenas avança, e com isso a inteligência artificial também. Uma pequena confusão do robô russo capaz de quebrar o dedo de uma criança poderá, num futuro não tão distante, quebrar coisas mais delicadas e mortais.

É certo que o incidente aconteceu por um pequeno equívoco da máquina, pois se confundiu com o movimento brusco do menino. Mas já imaginou se uma confusão semelhante ocorresse numa escala maior?

Sabemos que máquinas de grande porte, maiores que o robô russo de xadrez, são operadas de maneira segura (ao menos em teoria). Mas imagine um mundo cheio de robôs domésticos, humanoides talvez, assim como o que vemos em filmes e games… O exemplo do game Detroit nos faz refletir. Lá, chegamos a nos apegar a seres robóticos que simulam sentimentos humanos… Ou será que eles realmente adquiriram a capacidade de sentir?

No caso de Detroit, é apenas ficção. Mas eu não acho que essa ficção esteja muito distante da realidade. Não falo algo pra tão já, mas esse futuro talvez esteja mais próximo do que imaginamos.

Se pensarmos que máquinas assim são construídas por humanos, é natural deduzir que talvez haja falhas na programação. Pequenos erros que, tal como aconteceu com aquele robô russo de xadrez, acabam fazendo que seres humanos se tornem vítimas de enganos técnicos.

Agora foi um dedo, mas o que poderá ser depois?

É de se pensar, né?

As três leis da robótica de Isaac Asimov

E tem também aquelas três leis da robótica, já ouviu falar?

São essas:

1ª Lei: Um robô não pode ferir um ser humano ou, por inação, permitir que um ser humano sofra algum mal.

2ª Lei: Um robô deve obedecer às ordens que lhe sejam dadas por seres humanos, exceto nos casos em que entrem em conflito com a Primeira Lei.

3ª Lei: Um robô deve proteger sua própria existência, desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira ou Segunda Leis.

Quem criou essas leis foi Isaac Asimov. Ele foi um escritor de ficção científica (1920 ~ 1992), e muitos dos livros dele viraram filmes (como por exemplo Eu Robô e O homem bicentenário). Depois de um tempo ele criou a lei ZERO, que estaria acima das outras, e diz assim:

LEI ZERO: Um robô não pode causar mal à humanidade ou, por omissão, permitir que a humanidade sofra algum mal.

Eu acho que essa lei é meio que uma releitura da primeira, em maior escala. Mas enfim…

Essas leis da robótica são retiradas de livros de ficção científica. Se fossemos trazer pra realidade, o robô russo jogador de xadrez já teria infringido a 1ª lei. Ele não feriu o menino de propósito. Foi de fato um acidente por conta de uma confusão nas jogadas, mas ele continuou parado, prensando o dedo do garoto que gritava de dor. Então, por inação, o robô permitiu que ele se machucasse.

Eu sei que aquele robô russo não estava programado para perceber o que estava fazendo, e sei também que as três leis da robótica criadas por Isaac Asimov pressupõe que os robôs tenham consciência de suas ações.

Mas é exatamente esse o meu ponto: será que um dia a Inteligência Artificial vai evoluir o suficiente para ter consciência de si mesma?

Confesso que acho a ideia instigante, pois amo histórias de ficção científica e coisas futuristas, mas ao mesmo tempo dá aquele medinho do que pode acontecer. E se um dia a tecnologia chegar a esse ponto, não sei se as três leis da robótica seriam o suficiente pra barrar uma possível revolta das máquinas.

Será que aquele post anterior que fiz, sobre o gato Stray para PlayStation, mostra uma espécie de futuro sombrio da humanidade?

Hum… Isso é, no mínimo, intrigante…

Veja também: Bar NFT aceita Criptomoeda, Hideo Kojima sobre a vida curta dos games e Ansiedade nos games.

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Nantai

Escritora, ilustradora e taróloga autodidata, Nantai procura reavivar a centelha de magia que todos temos. Gosta de montanhas, gatos, e de escrever ao som da chuva. www.bcrausnantai.com

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