Longas e Curta-metragens

Rua Cloverfield, 10: Crítica do filme (com Trailer Legendado)

A melhor coisa de Rua Cloverfield, 10 é que, assim como o seu predecessor, ninguém sabia que ele viria (assista aqui).

A premissa dessa cinessérie – se é que podemos chamá-la assim – produzida pelo grande J. J. Abrams é pegar todo mundo desprevenido: foi assim com “Cloverfield”, em 2008, e com “The Cloverfield Paradox”, lançado neste ano direto na Netflix. Isso acontece porque esses filmes-de-monstro (um sub-gênero melhor do que muito gênero titular por aí) encantam justamente pelo mistério.

O que ninguém esperava, depois do choque de descobrir que haveria uma espécie de “Cloverfield 2”, é que este seria tão bom quanto o primeiro. Em geral (pelo menos no cinema atual), quando um filme ganha continuação, esta é bem inferior ao seu original.

Em Rua Cloverfield, 10 nós saímos da ação desenfreada de um found footage brilhantemente montado para um suspense psicológico angustiante, com atuações memoráveis e que beiram a perfeição, o que é um tremendo avanço.

Rua Cloverfield, 10: o monstro está em nós

A história de Rua Cloverfield, 10 usa os monstros invasores como um pano de fundo, mas o que realmente se mostra é o monstro interior que vive em cada um de nós.

Em situações de desespero, podemos perder o controle sobre nossas ações e abraçar a loucura e a paranoia. É possível que você, que está lendo esse texto agora, já tenha passado por algo assim (dadas as devidas proporções, é claro), e se não passou, é fácil se colocar nessa posição: o que você faria em uma situação extrema, onde a sua sobrevivência é tudo o que importa?

O filme, dirigido por Dan Trachtenberg, entrega esse clima com competência fora do comum. Desde o começo nós sentimos a angústia na atmosfera pesada onde as primeiras ações se passam, e não demora mais do que 5 minutos para o longa mostrar a que veio. Não perde tempo com explicações. Elas não são necessárias. O que interessa é a ação do momento, e é através dela que conhecemos os três personagens que norteiam Rua Cloverfield, 10: a mulher acidentada, o vizinho desconfiado e o sujeito paranoico que acredita que a Terra está sendo invadida por extraterrestres.

John Goodman e o trabalho de uma vida

Praticamente todo mundo que gosta de cinema conhece a cara de John Goodman. Seu jeito bonachão lhe deu vários papéis em filmes que, se não são comédias, entregam a ele os papéis que podem servir como alívio cômico. Entre outros destaques, é dele o papel central em “Os Flintstones – O Filme”, de 1994: ele faz o famoso Fred Flintstone.

Entretanto, em Rua Cloverfield, 10 ele tem uma atuação tensa, nervosa e assustadora – tudo no bom sentido. É, até aqui, o grande papel de sua carreira, onde ele entrega algo completamente diferente de tudo que ele já tinha feito até então. Sai o sujeito engraçado, entra o cara aparentemente maluco, que não hesita em fazer qualquer coisa para sobreviver a uma catástrofe mundial que ele acredita piamente que está acontecendo.

É a sua atuação que eleva o longa a um status muito maior do que teria sem ele. Sua atuação, no melhor sentido, é apavorante e deixa qualquer um nervoso e em dúvida: será que ele está mesmo falando a verdade?

São esses detalhes, aliados a um elenco de primeira (formado por Goodman, Mary Elizabeth Winstead e John Gallagher, Jr) que transformam o longa Rua Cloverfield, 10 em um entretenimento que provoca suspense, tensão e medo em algo de primeira linha.

Trailer e Informações de Rua Cloverfield, 10

Sinopse 1: Ele pode ser a única esperança dela num mundo pós-apocalíptico. Mas e se ficar no bunker for mais perigoso do que sair?

Sinopse 2: Ela rompe com o noivo, sofre um acidente e acorda num bunker com um estranho que a convence de que o apocalipse aconteceu. É melhor ficar lá dentro ou sair para conferir?

Idioma: dublado (com opção de idioma original em inglês com legendas em português);

Duração: 1h 44min;

Classificação etária: 14 anos;

Ano de lançamento: 2016;

Gênero: Suspense, Mistério;

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