Second Life Brasil, a moda que veio, e se foi?

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Posando para a foto na ilha Brasil Rio

Acredito que muitos vão se lembrar daquela época em 2007 em que toda a mídia só falava sobre Second Life. Muitos fizeram um avatar para ver do que se tratava, mas hoje, quase metade de 2013, vemos que a moda não pegou como eles queriam.

Para começar, Second Life nunca teve um boom aqui no Brasil assim como aconteceu com Orkut e MSN (que descansem em paz), ou como é atualmente a compulsão por Twitter e Facebook. Mas só porque os brasileiros não ficaram vidrados na coisa não significa que Second Life tenha morrido.

 

Os fatos

 

Altos prédios na quase deserta ilha de Sampa SL
Altos prédios na quase deserta ilha de Sampa SL

A Kaizen Games e a iG eram as empresas responsáveis pelo Second Life Brasil, mas devido ao baixo número de acessos tupiniquins eles resolveram fechar as portas em meados de 2009. Mas, você não acha isso um pouco estranho, já que houve um período de febre de Second Life?

O que causou tanto alarde à respeito de Second Life não foi nenhuma febre por parte das pessoas. Foi o trabalho da mídia, que aparentemente adorou o assunto e cobriam vários eventos e festas que aconteciam no mundo virtual. As empresas ajudavam para esse barulho todo, pois começaram a entrar no metaverso numa tentativa desesperada de saírem na frente em termos de inovação (e uma vontade louca de serem destaque no noticiário).

 

Como se faz sucesso?

 

Para que uma rede social, jogo, filme, etc., faça sucesso, não basta a mídia falar exaustivamente sobre um assunto. No fim das contas, quem dá a palavra final são os usuários. Estes sim são um verdadeiro termômetro para o sucesso ou fracasso de alguma coisa – qualquer coisa.

 

Second Life acabou?

 

Em "Almost Wonderland" podemos passar por uma porta mágica ou entrar na toca do coelho. Ao entrar, caímos num poço como na história de Alice.
Em “Almost Wonderland” podemos passar por uma porta mágica ou entrar na toca do coelho. Ao entrar, caímos num poço como na história de Alice.

Second Life não acabou. O que aconteceu foi que o apoio brasileiro da Kaizen e iG não existem mais. Porém, o metaverso continua ativo e operante nos servidores externos. Inclusive, existem ilhas brasileiras como, por exemplo, a “Sampa SL”, a “Ilha Brasil Rio”, onde você encontra uma variedades de avatares falando em nossa querida língua portuguesa (a do Brasil!). Porém, é fato que brasileiros são uma minoria em Second Life.

Eu criei meu primeiro (e único) avatar em Maio de 2007. Na época eu entrava todas as noites para interagir com o pessoal e conhecer novos lugares virtuais (gosto bastante de apreciar arte em pixels, como você pode ver em “Jogos que encantam com sua beleza“).

Mas como o trabalho e os estudos começaram a exigir cada vez mais de mim (e a internet também não ajudava), acabei abandonando tudo às moscas, chegando ao ponto de me esquecer de sua existência.

E no fim do poço encontramos, em letras sangrentas, os dizeres: "Madness is not a state of mind... Madness is a place. Let's go there together. Shall we?". Você iria?
E no fim do poço encontramos, em letras sangrentas, os dizeres: “Madness is not a state of mind… Madness is a place. Let’s go there together. Shall we?”. Você iria?

Eis que um dia, poucas semanas atrás, o assunto de Second Life veio à tona, e decidi baixar novamente o client do jogo e ver o que estava rolando.

Fiquei surpresa ao ver que meu avatar ainda existia. E um fato curiosamente engraçado é o lugar em que apareci. Acontece que voltei ao mesmo lugar em que estive logada da ultima vez, anos atrás. Passou tanto tempo que tinham construído um shopping em cima de onde eu estava. Sim, minha personagem estava presa (risos). Claro que consegui sair de lá com um teleporte, mas foi bizarro…

 

A imersão de Second Life

 

Bem, para os que não sabem, Second Life não é um jogo. É um ambiente 3D em que podemos ser, ter e fazer o que quisermos. Se “jogar” for nossa intenção lá dentro, então também é possível.

Quando você cria seu personagem e passa a interagir com ele, passear, ganhar dinheiro (que pode ser convertido para o nosso Real), é que percebe o quanto este jogo pode ser… viciante.

Apesar de não ter feito tanto sucesso no Brasil é muito fácil encontrar brasileiros por lá se você for no lugar certo. E para os tímidos de plantão, esta é uma excelente opção, pois, como bem sabemos, é muito mais fácil falar com pessoas tendo um avatar no lugar de nós mesmos.

 

Vale a pena?

 

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“Brutal Facility”, um lugar sinistro com venda de armas, mas nem por isso menos fantástico de se apreciar.

É difícil dizer se Second Life vale ou não a pena para alguém. Como este é um universo vasto e cheio de possibilidades eu realmente acredito que todos podem encontrar algo interessante para se fazer. Na página oficial de Second Life você pode ver uma gama de possibilidades e escolher uma para testar.

O que eu mais gosto por lá é a possibilidade que temos de criar coisas. Qualquer coisa que você imaginar e que tenha forma ou movimento, poderá ser criado em Second Life, e os comandos e scripts não são tão difíceis de se aprender.

A única maneira de saber se você vai gostar, é entrando e provando por si mesmo. Caso não tenha o programa para entrar, baixe-o aqui: Second Life Download.

Um grande abraço a todos da “First Life” e a todos do Second Life também!

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Sobre o Autor

Escritora, redatora e ilustradora autodidata, Nantai procura reavivar a centelha de magia que todos temos. Gosta de montanhas, gatos, e de escrever ao som da chuva. Gosta de falar sobre fantasia e ficção científica, e colabora neste blog com um pouquinho de tudo. www.bcrausnantai.com

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